Novo ETF de Renda Fixa

No dia 20/05 foi lançado mais um ETF (fundo negociado em Bolsa) de renda fixa, agora atrelado à Inflação. Ima B é inflação e já falei à respeito no canal do Youtube aqui.

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Recebi um email da Infomoney com as informações:

Eles insistem na renda fixa. E você?

Não é segredo (ou pelo menos não deveria ser) para ninguém: já faz tempo que a renda fixa deixou de ser tão atrativa. Com a queda dos juros nos últimos anos, que levou a Selic a se segurar no piso histórico de 6,5% ao ano desde março de 2018, os retornos das aplicações mais conservadoras ficaram cada vez menores. O tão querido juro de 1% ao mês ficou realmente para trás…

Mesmo assim, com muito atraso, chegou hoje ao mercado o segundo ETF de renda fixa do mercado brasileiro, como mostrou a repórter Mariana d’Ávila, em reportagem que pode ser conferida aqui. A partir desta segunda-feira (20), os 15 fundos de índice negociados em bolsa passaram a contar com um novo integrante, o “It Now ID ETF IMA-B Fundo de Índice”, negociado sob o código IMAB11.

Em setembro, a Mirae tinha lançado o primeiro ETF de renda fixa, o FIXA11, que acompanha o retorno de uma carteira teórica composta por contratos futuros de DI com vencimento de três anos. De forma clara, ao comprar uma cota desse ETF, você fica exposto a variação de títulos prefixados.

O novo ETF, do Itaú, é diferente. Como o próprio nome já indica, o IMAB11 buscará refletir o desempenho do IMA-B, índice que tem na carteira os títulos públicos Tesouro IPCA+ (antiga NTN-B), com uma parte do retorno fixa e outra indexada à inflação.
Em vez de você selecionar os títulos públicos no Tesouro Direto um a um, cabe ao gestor, no caso o Itaú, assumir o trabalho, assim como rebalancear a carteira, comprando e vendendo os papéis sempre que necessário.

O ETF funciona como um fundo de investimento, em que você delega a um terceiro a gestão dos ativos, mas com a diferença de ser negociado em Bolsa. Tem vantagens de custo e facilidade, porém cabe ao investidor lidar com as burocracias do mercado de ações, assumindo emolumentos e taxas de corretagem, e arcando com o recolhimento do Imposto de Renda.

O instrumento, muito mais comum na renda variável (com 14 dos 16 ETFs), é interessante especialmente do ponto de vista de diversificação. Mas foi lançado em um momento ruim para a renda fixa, ainda que Gilson Finkelsztain, presidente da B3, tenha defendido o contrário.

“Nosso juro é baixo em relação ao que foi no passado, mas ainda é muito alto em relação ao resto do mundo”, afirmou hoje.

Como uma opção de longo prazo, o ETF poderá ter seu espaço na carteira dos investidores brasileiros, mas, por um bom tempo, deve enfrentar a concorrência dos ativos de risco. A seu favor está a turbulência mais recente, que está deixando os investidores de Bolsa cada vez mais desconfortáveis com os riscos assumidos. Cabe agora acompanhar o desenrolar da situação para ver se o mau humor veio para ficar ou se está mais para uma “marolinha”.

Beatriz Cutait, editora do InfoMoney

Lembro: como tudo que é negociado em Bolsa pode ser volatilidade, afinal, na Bolsa, manda quem pode e obedece quem tem juízo.

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